O contrário de Cushing: falta de hormônios das adrenais. Sinais vagos — vômitos, fraqueza — e uma emergência chamada crise addisoniana.
A Doença de Addison (hipoadrenocorticismo) é a falha das glândulas adrenais em produzir hormônios essenciais — o cortisol e, em muitos casos, o aldosterona, que regula o sódio e o potássio do sangue. É chamada de “a grande imitadora”, porque seus sinais imitam dezenas de outras doenças.
Acomete com mais frequência cães jovens a de meia-idade, incluindo Poodle, Labrador, Golden e mestiços. O grande risco é a crise addisoniana: um colapso súbito, com vômitos, fraqueza intensa e desidratação, que é uma emergência veterinária — e que costuma ser o momento em que a doença finalmente se revela.
O rastreio começa com exames de sangue (alterações de sódio e potássio são uma pista clássica) e a confirmação é feita pelo teste de estimulação com ACTH, que mede a capacidade de resposta das adrenais. É um diagnóstico que exige experiência — justamente porque a doença se disfarça de tantas outras.
O tratamento repõe os hormônios em falta, com medicação diária e, quando necessário, ajustes em situações de estresse (viagens, cirurgias, hospedagem). A resposta é excelente: o pet addisoniano bem medicado tem vida normal e ativa, e o tutor aprende a reconhecer e prevenir situações de risco.
Pode — e é uma suspeita que merece investigação, principalmente se houve sódio baixo e potássio alto nos exames, ou episódios repetidos de vômito e fraqueza sem explicação.
É uma condição crônica, mas de controle muito eficaz. Com a reposição hormonal correta, a expectativa e a qualidade de vida são praticamente as de um cão saudável.
Pouco: medicação diária, monitoramento periódico e atenção redobrada em períodos de estresse, quando a dose pode precisar de ajuste temporário orientado pela veterinária.