Cálcio alto ou baixo demais: hipoparatireoidismo, hiperparatireoidismo e as consequências para ossos, rins e músculos.
O cálcio circula no sangue em faixas muito estreitas e é controlado pelas glândulas paratireoides — quatro estruturas minúsculas vizinhas à tireoide. Quando elas trabalham de menos (hipoparatireoidismo), o cálcio despenca; quando trabalham demais (hiperparatireoidismo), ele sobe — e ambos os extremos adoecem.
A hipocalcemia pode provocar tremores, inquietação e até convulsões (é uma emergência); já a hipercalcemia crônica lesa rins e trato urinário e pode ser sinal de alerta para outras doenças, incluindo neoplasias — por isso cálcio alterado no exame de rotina nunca deve ser ignorado.
Além da dosagem do cálcio (total e iônico), a investigação inclui hormônio paratireoide (PTH), vitamina D, fósforo, função renal e pesquisa de causas associadas. A interpretação do conjunto cálcio–PTH–vitamina D é o que fecha o diagnóstico — um trabalho típico da endocrinologia.
No hipoparatireoidismo, repõe-se cálcio e vitamina D com monitoramento até estabilizar; crises convulsivas são tratadas com cálcio intravenoso em ambiente hospitalar. Na hipercalcemia, trata-se a causa de base e protege-se os rins. Ajustada a medicação, o acompanhamento é periódico e simples.
A convulsão por hipocalcemia responde muito bem ao tratamento de urgência. Depois, é preciso confirmar a causa (o hipoparatireoidismo é a principal) e iniciar a reposição que impede novas crises.
Nem sempre — mas sempre merece investigação. Pode ser desde um achado laboratorial até sinal de doença renal, hormonal ou de outra natureza. A primeira atitude é confirmar o resultado e investigar a causa.
Não: na maioria dos casos são comprimidos diários de cálcio e vitamina D, com dosagens de controle nas primeiras semanas e depois espaçadas.